Uma das dúvidas que mais escuto no consultório é: “Maria, minha cicatriz está ficando alta. Isso é normal?”
Ou então: “Será que virou um queloide?”
A verdade é que nem toda cicatriz elevada é um queloide. E mais importante do que isso: tanto as cicatrizes hipertróficas quanto os queloides possuem tratamento.
A cicatriz hipertrófica acontece quando o organismo produz colágeno em excesso durante a cicatrização. Ela costuma ficar mais alta, avermelhada e endurecida, mas permanece dentro dos limites da cicatriz original.
Já o queloide vai além desses limites. Ele continua crescendo fora da área da cicatriz, formando uma lesão mais volumosa e, muitas vezes, acompanhada de coceira, sensibilidade ou desconforto.
Não.
A cicatrização é um processo extremamente individual. Fatores como genética, tipo de pele, região operada e resposta inflamatória do organismo influenciam diretamente no resultado final.
Por isso, mesmo quando a cirurgia é bem executada e o pós-operatório é realizado corretamente, algumas pessoas podem desenvolver cicatrizes hipertróficas ou queloides.
Hoje sabemos que existem diversas opções terapêuticas que podem ajudar a melhorar o aspecto da cicatriz, reduzir sintomas como coceira e desconforto e favorecer uma remodelação mais saudável do tecido.
Mas existe um detalhe importante. O tratamento não é igual para todo mundo.
Antes de pensar em qual recurso utilizar, precisamos entender: o que mais incomoda nessa cicatriz?
É o volume? A vermelhidão? A coceira? O endurecimento? A alteração da cor?
Cada uma dessas características pode exigir uma abordagem diferente. Quanto antes avaliarmos, melhor.
Se a sua cicatriz está ficando mais alta, endurecida, avermelhada ou começou a apresentar coceira persistente, vale a pena buscar uma avaliação.
Quanto mais cedo identificamos uma alteração cicatricial, maiores costumam ser as possibilidades de intervenção e melhores os resultados ao longo do processo.
No Instituto Manon, acreditamos que o tratamento da cicatriz não deve ser baseado apenas no que vemos por fora, mas também na forma como ela impacta a vida de cada paciente.
Por isso, a avaliação individualizada é tão importante. Entender o comportamento da cicatriz e a principal queixa da paciente nos permite escolher estratégias mais assertivas e alcançar resultados mais satisfatórios.
Afinal, cicatrizes hipertróficas e queloides podem ser desafiadoras, mas não precisam ser enfrentadas sem acompanhamento e sem tratamento.
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